Como é fraco aquele que vem do alto, com passos grandes e largos, com cabeça até as nuvens
como é fraco este corpo alto
Eu me feri. Eu quis me ferir. Mas eu vivi e não me arrependo.
Não sou amada sempre. Acontece com todos. A roleta da sorte não girou para mim.
Queria aidna cavalgar contigo em dois corpos unidos como selos reais em papel delicado de seda
Acabou o sonho e a vontade. Você é covarde. Fraco.
Odeio Fracos.
uma mulher que fala de si e do que acontece na curitiba fria do sul do Brasil. As ilusões e esperanças. O trágico. Um desabafo...que cai por terra.
quarta-feira, 6 de julho de 2011
sábado, 22 de janeiro de 2011
pé direito torto
Eu tenho em meus pés a minha segurança.
Aprender a andar foi para mim, a maior conquista. Podia fugir.
Pequena fugia e virava a esquina. Refugiava-me na casa de um casal de idosos. Eram bacanas pra mim.
Minha primeira experiência com o pavor foi com meu pé esquerdo. Eu tinha 3 anos e cortei-o. Olhei sangue pelo chão e uma massa vermelha e branca por dentro. Foram 7 pontos. Bem, sete pontos num pé de criança de 3 anos é muito. Nunca esqueci do cheiro do hospital. Da dor. De minha mãe não estar presente.
Com meu pé salvo, lanceio a beijar o chão nas aulas de ballet. Minha primeira turma foi dissolvida. As meninas desistiram. Uma mudou com a família, lembro-me.
Tive de me adequar a uma turma 2 anos mais adiantada nos ensinamentos do ballet clássico.
Eu acompanhava. Mas no dia do exame, todas as meninas passaram pela a aprovação: usariam sapatilhas de ponta. Menos eu. Porque eu era muito "precoce".
Lembro que chorei.
Qual o sonho de uma menina que faz ballet senão sentir-se na ponta dos pés.
Como doeu.
Passei a ser intolerável com meus pés. Eles vultosamente desenvolveram. Em um semestre o peito de meus era em forma de monte. Passei para as pontas. Passei a quebrar o gesso das pontas.
Meus pés eram fortes demais. Minha mãe reclamava dos gastos. "Muito caro". Eram várias sapatilhas por ano. As meninas faziam fila para me deixar emprestada suas sapatilha para amaciá-las. Eu as usava e o gesso já cedia.
Meu orgulho, meus pés no ballet.
Meus pés nucna me deixaram na mão. Eles eram minha maior segurança.
Tenho tropeçado com frequência. Meus pés andam pisando pro lado de fora. Heranças do ballet.
Sempre estou machucando meu pé direito. Ele esta definitivamente torto.
Já são 4 verões que os enfaixo.
Dói. Incha. Este pé direito torto....
Acho que reflete minha mente torta....
Minha incapacidade de direção.
O primeiro passo que doié com este pé...e ele está tão frágil.
Já fiz fisioterapia e ja usei pomada. Este pé sempre vai e volta.
Meu pobre pé direito torto... sustenta o mundo, meu mundo tolo
Aprender a andar foi para mim, a maior conquista. Podia fugir.
Pequena fugia e virava a esquina. Refugiava-me na casa de um casal de idosos. Eram bacanas pra mim.
Minha primeira experiência com o pavor foi com meu pé esquerdo. Eu tinha 3 anos e cortei-o. Olhei sangue pelo chão e uma massa vermelha e branca por dentro. Foram 7 pontos. Bem, sete pontos num pé de criança de 3 anos é muito. Nunca esqueci do cheiro do hospital. Da dor. De minha mãe não estar presente.
Com meu pé salvo, lanceio a beijar o chão nas aulas de ballet. Minha primeira turma foi dissolvida. As meninas desistiram. Uma mudou com a família, lembro-me.
Tive de me adequar a uma turma 2 anos mais adiantada nos ensinamentos do ballet clássico.
Eu acompanhava. Mas no dia do exame, todas as meninas passaram pela a aprovação: usariam sapatilhas de ponta. Menos eu. Porque eu era muito "precoce".
Lembro que chorei.
Qual o sonho de uma menina que faz ballet senão sentir-se na ponta dos pés.
Como doeu.
Passei a ser intolerável com meus pés. Eles vultosamente desenvolveram. Em um semestre o peito de meus era em forma de monte. Passei para as pontas. Passei a quebrar o gesso das pontas.
Meus pés eram fortes demais. Minha mãe reclamava dos gastos. "Muito caro". Eram várias sapatilhas por ano. As meninas faziam fila para me deixar emprestada suas sapatilha para amaciá-las. Eu as usava e o gesso já cedia.
Meu orgulho, meus pés no ballet.
Meus pés nucna me deixaram na mão. Eles eram minha maior segurança.
Tenho tropeçado com frequência. Meus pés andam pisando pro lado de fora. Heranças do ballet.
Sempre estou machucando meu pé direito. Ele esta definitivamente torto.
Já são 4 verões que os enfaixo.
Dói. Incha. Este pé direito torto....
Acho que reflete minha mente torta....
Minha incapacidade de direção.
O primeiro passo que doié com este pé...e ele está tão frágil.
Já fiz fisioterapia e ja usei pomada. Este pé sempre vai e volta.
Meu pobre pé direito torto... sustenta o mundo, meu mundo tolo
sexta-feira, 21 de janeiro de 2011
Eu preciso de uma dose, pois estou morrendo, na cidade
Felicidade É Um Revolver Quente
Ela não é uma menina que vacila muito
Eu preciso de uma dose, pois estou morrendo, na cidade
quinta-feira, 20 de janeiro de 2011
E como dizia Nelson Rodrigues "qualquer um de nós já amou errado, já odiou errado".
Aprender a deixar as coisas ruins pra trás...
O amor desperdiçado ao cara errado
O amor despedaçado
O amor enraizado, arrancado, e que germina e germina mesmo a gente tentando matá-lo.
Porque errar faz parte da parte do amor que nos cabe
A gente não aceita que o amor acaba.
Ele acaba com uma história. Não pode acabar com uma vida.
A vida é feita de histórias. As histórias feitas pelos homens comuns- que amam errado e odeiam errado.
Qual o paradigma do erro? O sofrimento? Mas se é tudo invenção nossa...cadê o erro?
Tudo que vivemos foram pecinhas de um cenário (dramalhão mexicano) que fechou uma cena num ponto da nossas vidas. Agora, aquele amor é só uma história.
O amor desperdiçado ao cara errado
O amor despedaçado
O amor enraizado, arrancado, e que germina e germina mesmo a gente tentando matá-lo.
Porque errar faz parte da parte do amor que nos cabe
A gente não aceita que o amor acaba.
Ele acaba com uma história. Não pode acabar com uma vida.
A vida é feita de histórias. As histórias feitas pelos homens comuns- que amam errado e odeiam errado.
Qual o paradigma do erro? O sofrimento? Mas se é tudo invenção nossa...cadê o erro?
Tudo que vivemos foram pecinhas de um cenário (dramalhão mexicano) que fechou uma cena num ponto da nossas vidas. Agora, aquele amor é só uma história.
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